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Notícias › 11/10/2018

Microcabos ópticos estão na mira das operadoras

Rede enterrada com microdutos desponta como alternativa da infraestrutura tradicional

Os dutos e cabos ópticos miniaturizados, enterrados em microvalas, estão despontando como a alternativa mais viável para a organização e a expansão das redes de telecomunicações nas cidades em que a infraestrutura convencional está saturada. Essa é a avaliação da Associação Brasileira de Internet (Abranet), que promove um seminário sobre o assunto no primeiro dia do Futurecom (15/10) em São Paulo.

Na ocasião, três empresas irão apresentar soluções com essa tecnologia. O evento, que é aberto e gratuito a todos os participantes do Futurecom, também contará com palestras e debates sobre novos mercados e oportunidades de negócios para as empresas de internet (Veja a programação aqui http://agenda.futurecom.com.br/grid/pt/15).

Miniaturização tem custo similar a das redes convencionas 

“Diante do congestionamento da infraestrutura aérea, é urgente discutir soluções para acelerar o ordenamento das redes de telecomunicações que são suporte para as atividades de internet, dentro das normas, e aumentar a capacidade de compartilhamento de cabos”, afirma o presidente da Abranet, Eduardo Parajo. “A miniaturização de cabos e dutos tem custo similar às das tecnologias convencionais, no entanto, o maior desafio para sua disseminação no Brasil é aumentar a mão-de-obra capacitada”, acrescenta.

A tecnologia consiste na instalação de microcabos ópticos por sopramento em microdutos. Os microdutos podem ser, por exemplo, implantados em microvalas com cortes de 5 cm de largura por 40 cm de profundidade. Uma espécie de grande ‘makita’ corta o solo, a instalação é feita, e tudo é fechado rapidamente. Uma das vantagens é a possibilidade de ter um número muito maior de microcabos compartilhados.

Já utilizada em países da Europa, Ásia e América do Norte, no Brasil essa tecnologia começa a despontar. Em São Paulo, na Rua da Consolação, ela já foi adotada. “Mas trata-se de um projeto piloto, é preciso que não haja burocracia, que isso possa ser um procedimento regular.”

Fonte: InfraRoi

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